Entenda os tipos de dores que podem persistir mesmo após a cura da Covid-19

O coronavírus pode causar inflamação nos músculos e piorar dores crônicas. Alguns pacientes de Covid-19 permanecem com sequelas, mesmo após a cura da doença.

“Cerca de 20% da população tem dor crônica, ou seja, cerca de um quinto a um quarto dos pacientes podem ter a dor agravada, pode ser a enxaqueca, lombalgia (dor na lombar), fibromialgia (dor muscular generalizada)”. Segundo o neurologista, ainda não se sabe por quanto tempo a dor após a covid-19 pode perdurar. Estudos preliminares feitos em países nos quais o pico de contaminação foi em março mostraram que em julho alguns pacientes ainda sentiam dores.

“Pode perdurar meses e isso não é raro. Temos estudos com outras infecções que também causam dores por períodos prolongados.

Dores neuropáticas são tratadas com medicação e podem ser um efeito direto do coronavírus. Dores de fadiga muscular, quando acontece no corpo inteiro e é acompanhada de cansaço, é tratada com analgésicos, fisioterapia e atividade física. “O mais intuitivo é que a pessoa que está com dor fique em repouso, mas isso é catastrófico. Com o repouso, se perde condicionamento físico, perde elasticidade, aumenta o risco de ficar deprimido, de ganhar peso, tudo isso pode aumentar a dor.”

Por último, a dor musculoesquelética, mais localizada em articulações ou membros específicos, como nas pernas, pode ser tratada com analgésico e meios físicos, que incluem fisioterapia analgésica, acupuntura, ventosas, hidroterapia e massagem. “O melhor tratamento é de longe a combinação de um pouco de analgésico com os meios físicos e a atividade física.”